Especialistas alertam que proteção depende menos de ferramentas e mais de profissionais qualificados e atuação contínua
Enquanto carreiras ligadas à inteligência artificial e programação seguem atraindo a atenção de novos profissionais, uma área essencial para o funcionamento das empresas continua fora do radar e, justamente por isso, se tornou uma das mais promissoras do mercado: a infraestrutura de TI.
Responsável por garantir que sistemas funcionem, dados estejam protegidos e operações não parem, essa área enfrenta hoje um paradoxo. Ao mesmo tempo em que ganha relevância estratégica dentro das empresas, sofre com a escassez de profissionais qualificados.
Esse movimento já começa a impactar diretamente o mercado de trabalho. Com menos especialistas disponíveis, empresas operam no limite, muitas vezes reagindo a falhas e ataques em vez de preveni-los.
De olho nesse cenário, a ProWay, centro de treinamento em Tecnologia da Informação, Comunicação e Negócios, tem investido na formação prática de profissionais voltados justamente para essa base da tecnologia. A proposta é aproximar talentos da realidade do mercado e preparar mão de obra para atuar com redes, servidores, ambientes em nuvem e segurança da informação, áreas que, apesar de menos "visíveis", são decisivas para a continuidade dos negócios.
Para entender por que essa lacuna ainda existe e o que ela revela sobre o futuro das carreiras em tecnologia, conversamos com Dartanhan Vani, IT Leader e Cloud Architect com mais de 20 anos de experiência.
O principal erro é a falta de constância. Muitas empresas ainda operam de forma reativa, "aos soluços". Só buscam soluções quando algo já deu errado, seja um ataque de ransomware ou a falha de um servidor.
Esse tipo de abordagem compromete o negócio. Falta planejamento contínuo e, principalmente, profissionais preparados para manter o ambiente estável.
Um profissional qualificado monitora, valida backups, acompanha garantias, mede performance e estrutura planos de contingência. Sem isso, a operação fica vulnerável.
A maioria ainda não.
Muitas organizações parecem estruturadas, mas essa percepção não se sustenta diante de um incidente. O baixo investimento em segurança e infraestrutura acaba sendo exposto nesses momentos.
Além disso, existe a dificuldade de encontrar profissionais e parceiros capazes de orientar estratégias de proteção e evolução tecnológica.
Sim. E esse é um dos pontos mais importantes para quem está olhando carreira.
Empresas que investem em infraestrutura ganham vantagem competitiva, reduzem riscos e garantem a continuidade dos serviços.
Nos últimos anos, tudo mudou. Antes, falávamos de sistemas locais. Hoje, praticamente tudo está online, de documentos a operações críticas.
Com tecnologias como cloud, inteligência artificial e hiperconectividade, o cenário ficou mais complexo. E são poucos os profissionais preparados para lidar com essa realidade.
A falta de profissionais capacitados.
Não existe proteção absoluta contra ataques. O que reduz o risco é ter pessoas preparadas monitorando, atualizando e estruturando o ambiente constantemente.
Muitas empresas ainda acreditam que antivírus e firewall são suficientes, mas segurança exige acompanhamento contínuo.
Outro ponto importante: muitos ataques são automatizados, buscando empresas despreparadas. Profissionais qualificados conseguem reduzir significativamente essa exposição.
Fotos: Divulgação ProWay